| A
nossa escola A nossa Escola é
como a maioria das que conhecemos construída no estilo
"Plano dos Centenários" em 1949. Tem duas
salas: a nossa e a outra dos pequeninos da Pré- Escola.
Nós somos agora (2004-2005) catorze cabecinhas
curiosas a espreitar do nosso ninho, para sabermos cada
dia mais e mais. Cada um ajuda o outro e juntos fazemos
um belo grupo.
| 1º
ano |
2º
ano |
3º
ano |
4º
ano |
| Ana
Almeida, Francisco Tavares e Patrícia Galhetas |
Sandra
Soares e Tânia Gomes |
Patrícia
Caeiro, Luís Carrasqueira, Vítor Melrinho e
David Tavares |
Cláudia
Pereira, Maria Melo, Carina Zacarias, Mário
Baltazar, João Pereira e Ivo Faustino |
A nossa escola está situada num meio rural. Mesmo
ao lado temos uma horta com couves, ervilhas, favas e
algumas árvores de fruto: laranjeiras, limoeiros e
oliveiras. O senhor Manuel Bico que é o Hortelão, às
vezes oferece-nos laranjas porque nós temos cuidado em
não mandar a bola para cima das suas culturas.
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A
nossa terra

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Vista
panorâmica de Terena
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Rua
Direita
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A nossa terra é uma linda vila
alentejana situada no concelho do Alandroal à beira da
barragem do Lucifécit, onde se praticam alguns desportos
aquáticos: canoagem, pesca desportiva, vela...
O aproveitamento de água para regadio veio
modificar a agricultura passando do cultivo exclusivo do
trigo, para a cultura do milho e do melão.
Nós temos muito orgulho da nossa terra, pelo seu
passado histórico pela sua paisagem e pelo povo que
somos.
Terena é uma vila com muito valor histórico. Tem
vários monumentos como : o castelo, a igreja da Boa
Nova, a igreja de S. Pedro e próximo da nossa escola a
capela de Santo António.
Tem cerca de 400 habitantes.
A nossa terra, assim como outras terras, tem a ver
com uma lenda, a lenda da Boa Nova.
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Lenda
da Boa Nova D. Maria filha do
nosso rei chamado D. Afonso IV, o bravo ( reinou
de 1325 a 1357), casou com o rei de Espanha
também chamado D. Afonso. Espanha estava numa
luta contra os Mouros e sua filha veio pedir
auxílio ao seu pai. O pai recusou e a filha, no
regresso a Espanha, pernoitou no castelo de
Terena. O pai reflectiu melhor e mandou os
mensageiros dizer à filha que se tinha
arrependido e que os ia ajudar .
Avistando a Rainha, disseram-lhe: trazemos a
Boa Nova!
Esta expressão tão agradável aos ouvidos
de D. Maria, viria a servir-lhe para dar o nome
à Capela, que mandou construir em acção de
graças. À ribeira deu-lhe o nome de Lucefécit
que na altura queria dizer fez-se luz ou romper
da manhã.
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O
castelo de Terena
O castelo de Terena é um monumento nacional
construído por D.Dinis. Tem paredes grossas
feitas de mármore, calcário e ardósia .
O castelo de Terena ficava incluído no
sistema defensivo da linha do Guadiana frente a
Castela que compreende os castelos de Elvas,
Jorumenha, Alandroal, Monsaraz e Mourão.
O castelo sofreu com a guerra com Castela e
com o terramoto de 1 de Novembro de 1755 que
sepultou a cisterna.
À entrada do castelo ainda existe um
canhão. |
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A
Igreja Matriz
A igreja matriz ou de S. Pedro tem o
pavimento atapetado de sepulturas de personagens
como a da padroeira do templo D. Margarida
Furtado, viúva de Diogo de Silveira, com a data
de 1545.
Na Igreja Matriz todos os Domingos se realiza
missa pelas 10 horas e 30 minutos.
Há casamentos e baptizados na Igreja Matriz e na
capela da Boa Nova.' |
Ermida
de Santo António
A ermida de Stº António fica perto da nossa
escola. Ela foi mandada construir por uma
comissão de devotos, dirigida pelo cavaleiro da
Ordem de Cristo, João Nunes Ribeiro, em
1657. |
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| Os
nossos trabalhos
2004-2005 Programa Internet@EB1
Neste projecto desenvolvemos actividades com o
computador: escrevemos, imprimimos, gravamos, pesquisamos
na Internet, enviamos mensagens, recebemos correio
electrónico, tiramos fotografias com a máquina digital,
fazemos jogos educativos, participamos no e-Rally Paper,
nas actividades da TICiência e em projectos com outras
escolas.
Somos acompanhados nas várias aprendizagens pela nossa
professora e pelo professor José Luís quem vem da
Universidade de Évora 6 dias por ano.
http://www.minerva.uevora.pt/
Visita ao Paço Ducal de Vila Viçosa
Fomos de autocarro com os nossos colegas das Hortinhas
e Orvalhos. Partimos as 9 horas em ponto. Vimos a
estátua de D.João IV logo à chegada em frente do
palácio. Vimos vários aquários de porcelana e quatro
fatos de antigamente usados pelos padres, e vimos uns
móveis feitos à mão e outros que eram para guardar
coisas de valor chamados contadores.
As lareiras eram de pedra com desenhos.
Vimos armaduras e uma cozinha com tachos enormes e suas
tampas. Vimos a carruagem que servia para transportar
cartas para os reis e táxis e ainda a carruagem onde o
D.Carlos foi assassinado e o seu filho mais velho,
D.Luís.
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Correio
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Táxi
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Carruagem de D. Carlos
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Dia Mundial da Pobreza
Dia 17 de Outubro foi o Dia Mundial da Pobreza.
Nesse dia mais do que em todos os outros devemo-nos
lembrar dos pobres e repartir com eles comida, roupa,
água, sapatos...
Não podemos pensar que é só problema deles. Temos de
ajudar com o que podemos, dar-lhes lar e carinho.
A luta contra a pobreza é hoje uma luta pela salvação
da humanidade, como um todo.
E é aí que pobreza como atitude, como virtude na
linguagem cristã, pode ser um elemento decisivo na
vitória sobre este flagelo.
Nós gostamos de partilhar com os pobres, os amigos, os
colegas, os idosos e a família.
Escola em festa
Faltavam dois dias para as férias de Natal quando a
professora com a ajuda da avó do João organizaram um
teatro "Uma noite diferente".
Todos os meninos tiveram o seu papel: A Maria fez de
Maria, o David de José, a Cláudia de Capuchinho
Vermelho, o João de lobo e os outros de pastores,
anjinhos e de Reis Magos.
Mais tarde aconteceu o lanche convívio. As mesas estavam
cheias de bolos, sandes, fritos, sumos e águas.
Todos estavam presentes: pais, avós, o Presidente da
Junta de Freguesia e o Padre da paróquia.
O peça de teatro foi muito divertida, pois contava a
história do nascimento do menino Jesus e de todos
aqueles que o foram visitar e levar prendas.
Estávamos todos muito bonitos mas alguns mudaram de
roupa pois não queriam sujar os fatos. Essa tarde foi
inesquecível.
 

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Esculturas
em madeira
O senhor Francisco Luís Sucia é um dos
maiores artesãos da nossa terra. É um grande
senhor que nos atendeu com grande estima e que
resolveu simpatizar com crianças.
Respondeu a todas as perguntas que lhe
fizemos e ainda nos mostrou todos os seus
trabalhos que se espalham por toda a sua casa que
apesar de ser pequena é acolhedora.
1º Senhor Francisco, que idade tem?
R: Tenho 72 anos.
2º Também frequentou a escola como nós?
R: Não, não.
3º Então o que fazia com a nossa idade?
R: Com a vossa idade guardava porcos, mas
descalço.
4º Quem lhe despertou o gosto de trabalhar a
madeira?
R: Não foi ninguém, fui eu que
experimentei.
5º Como aprendeu?
R: Fui sempre experimentando sozinho.
6º Que madeira utiliza?
R: Utilizo freixo, nogueira e laranjeira.
7º Que trabalhos faz?
R: Faço imagens de santos, bonecos, cavalos,
miniaturas de utensílios agrícolas de
antigamente...
8º O que gosta mais de realizar?
R: Gosto mais de realizar imagens de santos.
9º A quem vende os seus trabalhos?
R: Vendo-os às pessoas que aparecem.
10º Hoje ainda faz muitas coisas?
R: Hoje já não faço nada porque sou
doente, vejo mal e as mãos também não vão
ajudando.
11º Alguma vez expôs os seus trabalhos?
R: Muitas vezes.
12º Se trabalhasse gostaria de ter uma casa
para vender os seus trabalhos?
R: Sim. Sempre vendi para me governar.
13º Como trabalhava a madeira?
R: Trabalhava-a com formões e goivas.
14º Gostaria de ficar com as coisas que
fazia?
Sim. Mas tinha que as vender.
Eu também pintava quadros em xisto.
Fiz também um quadro esculpido na madeira
com a figura de um guarda republicano montado num
cavalo como a representar o meu filho que também
é guarda.
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